Declarar o financiamento de campanha
A prestação de contas oficial ao TSE acontece nos prazos da lei — e a maioria dos eleitores nunca a lê. A declaração de financiamento na DemocraciaBR é o complemento voluntário: uma página pública, com histórico imutável, que a própria candidatura atualiza ao longo da campanha.
- Entradas — cada recurso recebido, com origem (doação de pessoa física, recursos próprios, fundo partidário ou fundo eleitoral) e data.
- Saídas — os gastos declarados por categoria (material, impulsionamento, pessoal, deslocamento…).
- Histórico — toda alteração fica registrada; nada some depois de publicado. É o mesmo princípio do placar de mandatos: o que foi dito, fica.
A declaração aqui não substitui a prestação de contas oficial junto à Justiça Eleitoral — ela caminha junto, e a página aponta para o registro da candidatura no DivulgaCandContas do TSE.
Pedir doações
A candidatura ganha uma página pública de arrecadação para divulgar o pedido de doações e encaminhar quem quer contribuir para os canais oficiais — sempre dentro das regras da legislação eleitoral (Lei 9.504/1997 e resoluções do TSE):
- Só pessoas físicas podem doar — doação de empresas é proibida no Brasil.
- Cada pessoa pode doar até 10% dos rendimentos brutos que declarou no ano anterior.
- Toda doação gera recibo eleitoral e entra na prestação de contas.
- A arrecadação acontece nos meios oficiais da candidatura (conta bancária de campanha ou plataforma de financiamento coletivo homologada pelo TSE). A DemocraciaBR divulga e dá transparência — não intermedeia pagamento e não fica com percentual.
Como funciona
- Crie sua conta — cadastro gratuito, verificado por título de eleitor, como o de qualquer cidadã(o) da plataforma.
- Registre sua candidatura — vincule seu número de registro no TSE ao seu perfil; a plataforma confere contra os dados oficiais.
- Ative os serviços — publique a declaração de financiamento e a página de doações; as duas passam a valer o selo de transparência no seu perfil público.
Por que declarar aqui, se o TSE já existe?
Pelo mesmo motivo que o placar de mandatos existe: dado público que ninguém consegue ler não gera consequência. A declaração na DemocraciaBR é legível, acompanhável durante a campanha (não só depois dela) e fica ao lado do restante da vida pública da candidatura — propostas endereçadas, respostas, silêncios. Quem se compromete com transparência radical se diferencia de quem não se compromete. O eleitor vê os dois.